Bíblia Brasil
Novo Testamento · Lucas

Lucas 15

O filho pródigo — a parábola do pai misericordioso

Autor: Lucas (médico, companheiro de Paulo)

11

Disse também: Um certo homem tinha dois filhos.

17

Caindo, pois, em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!

18

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti.

20

E, levantando-se, foi para seu pai. E, quando ainda estava longe, seu pai o viu e, movido de íntima compaixão, correu, e lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou.

Ver Lucas 15:20 → versículo destaque
24

porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.

Ver Lucas 15:24 → versículo destaque

Sobre Lucas 15

Introdução

Lucas 15 contém três parábolas sobre algo perdido que é encontrado: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo. A parábola do filho pródigo (v. 11-32) é a mais longa e complexa das três, e provavelmente a mais conhecida de toda a Bíblia. Com cerca de 18.000 buscas mensais no Brasil, ela ressoa profundamente em uma cultura que valoriza o retorno, o perdão familiar e a segunda chance.

Contexto histórico

Jesus contou as três parábolas de Lucas 15 em resposta direta à crítica dos fariseus: 'Este homem recebe pecadores e come com eles' (v. 2). Cada parábola responde essa crítica com uma perspectiva do céu: há mais alegria por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos (v. 7). A parábola do filho pródigo adiciona complexidade ao apresentar dois filhos — o que se perdeu no mundo e o que se perdeu em casa, na religiosidade sem amor.

Aplicação para hoje

Lucas 15 fala diretamente para duas audiências no Brasil: (1) quem se afastou da fé e carrega a culpa de não poder voltar — a parábola responde: o pai está esperando, e corre ao encontro antes do discurso de arrependimento estar completo; (2) quem ficou 'na casa do pai' mas perdeu a alegria e a graça — o filho mais velho representa o perigo de uma religiosidade sem compaixão, que conhece as regras mas não entende o coração do pai.