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Mateus 5:3

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.

Mateus 5:3 em 4 versões

"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus."

Mateus 5:3 — Almeida Revisada e Corrigida
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Contexto da passagem

3

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.

4

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

5

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.

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O que significa Mateus 5:3?

Mateus 5 abre o maior bloco de ensinamento de Jesus — o Sermão do Monte (capítulos 5-7). As Bem-aventuranças (v. 3-12) são o coração desse sermão e um dos textos mais conhecidos da Bíblia no Brasil, com cerca de 15.000 buscas mensais. Elas descrevem o caráter do cidadão do reino de Deus e invertem sistematicamente os valores do mundo.

Jesus subiu ao monte, sentou-se (postura do mestre rabínico) e ensinou. O Sermão do Monte (Mt 5-7) é o primeiro dos cinco grandes discursos de Mateus — uma estrutura que ecoa o Pentateuco (5 livros de Moisés). Jesus não vem abolir a Lei, mas cumpri-la (v. 17) — e as Bem-aventuranças estabelecem o ethos do novo reino: não externo e performático, mas interno e transformador.

As Bem-aventuranças são um retrato do crente autêntico — e um diagnóstico incômodo. Em uma cultura que valoriza poder, autoafirmação e sucesso visível, Jesus declara bem-aventurados os humildes, os que choram, os pacificadores. Para o cristão brasileiro, Mateus 5 oferece uma redefinição completa do que significa ser abençoado: não prosperidade material como sinal de favor divino, mas caráter moldado à imagem do Reino como evidência de cidadania celestial.

Perguntas frequentes

O que significa 'pobres em espírito' em Mateus 5:3?

Jesus não felicita a pobreza material nem a pobreza de caráter, mas a 'pobreza de espírito' — o hebraico 'anawim', que descreve aqueles que reconhecem sua total dependência de Deus. É o oposto da autossuficiência espiritual. O 'pobre em espírito' é quem chegou ao fim dos próprios recursos espirituais e não tem mais ilusões sobre sua capacidade de agradar a Deus por mérito próprio. Paradoxalmente, Jesus diz que essa pessoa herda o reino dos céus — porque quem reconhece que não tem nada está na posição correta para receber tudo. As Bem-aventuranças invertem sistematicamente os critérios de sucesso do mundo antigo e moderno.

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