Gênesis 1:31
Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
Gênesis 1:31 em 4 versões
"Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto."
Contexto da passagem
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
O que significa Gênesis 1:31?
Gênesis 1 é o capítulo fundante de toda a Bíblia — o relato da criação que estabelece quem é Deus, o que é o mundo e quem somos nós. Com cerca de 10.000 buscas mensais no Brasil, é ponto de partida para estudos sobre ciência e fé, dignidade humana e propósito da criação.
Gênesis foi escrito por Moisés para o povo de Israel saindo do Egito — um povo exposto a cosmogonias politeístas onde os deuses guerreavam para criar o mundo a partir de monstros derrotados. Gênesis 1 responde: há um único Deus, soberano e sem rival, que cria pela Sua palavra, sem conflito, com propósito e ordem. A estrutura de seis dias + descanso não é necessariamente uma descrição científica de 6 dias solares, mas um padrão litúrgico que culmina no Shabat — o descanso como coroamento da criação.
Gênesis 1 tem aplicações diretas para o cristão brasileiro: (1) dignidade humana — cada pessoa, sem distinção de classe, raça ou condição, é imagem de Deus (v. 27); (2) mordomia — recebemos um mundo bom para cuidar, não para explorar; (3) fundamento da fé — o Deus que criou o universo com uma palavra é o mesmo que pode criar algo novo na sua vida. Em um Brasil marcado por desigualdade e desumanização, 'à imagem de Deus' é a declaração mais radical de igualdade e valor humano.
Perguntas frequentes
Por que Deus declarou a criação 'muito boa' em Gênesis 1:31?
Ao longo de Gênesis 1, Deus avalia cada parte da criação como 'boa' (hebraico: 'tov'). No versículo 31, ao ver tudo junto — incluindo o ser humano — a avaliação sobe para 'muito boa' (tov me'od). Esta declaração tem implicações fundamentais: (1) a matéria é boa — não é um mal a ser superado, como as filosofias gnósticas afirmariam; (2) o mundo físico reflete o caráter do Criador; (3) a criação tem valor intrínseco, não apenas instrumental. Gênesis 3 narrará a queda — a introdução do mal e da morte. Mas o ponto de partida é bondade: o universo foi criado bom por um Deus bom, e a redenção é restauração dessa bondade original, não escape da criação.
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